Calazar está matando lavradores na zona rural de PERITORÓ

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Pedro Celestino Oliveira Gomes , morreu há cinco anos num dia que a jovem filha do lavrador nunca esqueceu – 5 de dezembro. Nem a data, nem a causa.

“FOI CONFIRMADO DO QUE ELE MORREU? Foi …DO QUE ELE MORREU? Calazar (…) VOCÊ SENTE FALTA DO SEU PAI? Bastante…POR QUÊ? Porque, assim, ficar longe do pai da gente saber que ele morreu é triste, né”, respondeu com tristeza Maria Aparecida Oliveira Gomes, de apenas 14 anos de idade.

Desde então,  Vila Vitória,  há cerca de 7 kms do centro urbano de Peritoró, é uma comunidade rural,  de mais de 60 famílias, sempre ameaçada pela Calazar Humano . Três netos de dona Neuza Alexandrino já foram acometidos  pela doença.

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CRIANÇAS COM CALAZAR

Atualmente, Francisco Valberto da Silva, de apenas 2 anos de idade,  está internado num hospital de Teresina – PI,  em estado crítico da doença recém-descoberta. Ela, a avó,  se reclama da falta de atitude contra a doença por parte do município.

até agora nada, nada, nem pra ajudar pra levar um filho pra Teresina ele não ajuda”, reclamou.

O pai das duas crianças, Crislan e Francisco, também lamenta pedindo providências.

“tá uma coisa muito complicada só lá em casa já foi dois (…) tem que combater mode evitar isso daí, combatendo é melhor pra gente, né não”, pediu o agricultor Roberto Alexandrino da Silva.

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 DESCASO

Os moradores de Vila Vitória denunciam também o descaso com que a Secretaria MUNICIPAL de Saúde de Peritoró vem tratando a situação. Aqui nunca foi feito o chamado inquérito canino, que é quando o sangue dos cães é coletado para exames do Calazar.

A única ação registrada foi a de uma borrifação de inseticida que eles nem mesmo sabem para que tipo de mosquito transmissor foi direcionada.

Cães com aspecto doentio e até feridas estão por toda parte. Tem agente de saúde na área, mas o trabalho tem sido criticado conforme a moradora Rosilene Ferreira Veras

“ Só passa um vez por semana e é aí na estrada não visita nem na casa de ninguém (…)disse até que tá com medo de vir aqui pegar calazar, o agente de saúde…E AÍ COMO É QUE FICA A CONDIÇÃO DE VOCÊS? É morrer porque se não tiver condição, é morrer, porque aqui é assim se não tiver condição morre mesmo”, disse.

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SEM REMÉDIO

Outro problema é assistência médica na cidade de Peritoró. Dona Ivanilda Rodrigues denunciou que levou o marido e na cidade não conseguiram sequer descobrir a doença dele.

“Não resolve nada, nada não, porque, justamente, eu levei meu marido lá só tomou umas injeções, mas só que não valeu de nada, não sabiam nem qual era a doença, fez os exames ninguém dizia qual era a doença dele”, afirmou

O marido de dona Ivanilda é seu Antonio José Moreira da Silva que no dia 16 de junho recebeu diagnóstico positivo de Leishmaniose visceral  em Teresina. Aguarda medicamento do Estado vizinho porque nem isso Peritoró oferece.

Quando fizemos esta reportagem a Secretaria de Saúde estava fechada por não ser dia útil dentro do funcionalismo público (sábado). Ontem (14) conseguimos o telefone celular da secretária de saúde de Peritoró, mas as ligações não se completaram.“Agora tem que esperar, tô sem remédio…40 DIAS? 40 dias sem remédio…E AQUI O SENHOR JÁ FOI PROCURAR ESSE REMÉDIO, NÃO TEM? Não, aqui não tem, aqui não tem, diz que talvez se tiver é em São Luís”, disse.

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