Secretaria de Agricultura elege prioridades após reconhecimento de situação de emergência

A falta de chuvas ano passado deixou os  cerca 55 povoados da zona rural de Peritoró em situação muito difícil. Onde Maria Domingas dos Santos mora, o poço manual que abastece muitas famílias chegou a secar completamente.

yyneprev1“DEVIDO À FALTA DE CHUVA ANO PASSADO? Chegou a abater, abateu…SECOU? secou, secou, secou (…) falta de chuva grande, foi, com certeza”, respondeu

As lavouras de milho, feijão de arroz foram perdidas. Quem mais colheu não passou de 30% do que planejava. Dona Carmelina Chaves Silva, disse que há anos não vivia momentos tão difíceis na agricultura.

“A roça num deu nada não, deu nada, mas menino, meu irmão tu é doido quando não tem a roça acaba tudo, só não acaba a esperança de viver porque enquanto é vivo tamo lutando, né”, frisou a lavradora já idosa

O PEDIDO 

Foi baseado nesta situação que o município pediu reconhecimento de situação de emergência no dia 29 de outubro de 2013. Só esta semana, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil publicou este reconhecimento no Diário Oficial da União. Agora Peritoró, que já está sentindo os efeitos das chuvas deste período, vai ver que frutos ainda poderá colher desse reconhecimento do ano passado.

No campo não faltam sugestões entre as mais de 1.700 famílias atingidas pela dura estiagem de 2013.  A comunidade de dona Rosenir Moraes, por exemplo, quer água potável  e dinheiro pra recomeçar.

“A água que também é importante até mesmo para a saúde da gente e o dinheiro pra gente investir no nosso trabalho, que mesmo com as chuvas, que Jesus vai ajudar a chuva, tem muita coisa que a gente poderá investir no trabalho, pra gente poder se sustentar melhor”

PALAVRAS DO SECRETÁRIO

O reconhecimento da emergência abre uma série possibilidades de ajuda.

O secretário de Agricultura do município, Sebastião Rodrigues Neto,  adiantou que terá por prioridade, à pedir para o Governo Federal, a renegociação de dívidas de mais de 400 lavradores  com o PRONAF e a ampliação daquilo que resolva o problema da falta de água potável para beber na zona rural.

  “Vamos ver de que maneira a gente pode atuar pra trazer alguns poços artesianos pra não acontecer mais, ampliar essa questão das cisternas também que tá precisando muito ainda, implantamos 220, mas o município tá precisando muito mais (…) eu acredito que vá amenizar bastante também estas questões de estiagem por este próximo período caso haja”, sustentou.

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